Dia a dia

Feliz 5.521!

21 de June de 2013
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Às 2h20 o celular despertou, que sono! Nos vestimos com o máximo de roupas possíveis, nada seria o suficiente. A van – programada para chegar às 3h15 – só foi passar 4h30, nós já congelávamos na recepção com a temperatura de -1°C, mal sabíamos que o pior estava por vir.

Após buscar todos os gringos, fomos levados a um ônibus e já eram 5am quando saímos em direção a cidade de Tiwanaku (em Aymara significa filhos do sol). O local fica próximo a cidade de La Paz. Chegando perto, já se enfrentava um congestionamento digno de São Paulo em dia de feriado prolongado com chuva, protesto e greve da CET, lotado! 

O guia mandou todos descer, o restante do percurso seria feito a pé. Logo ao pisar fora do ônibus percebemos que o frio seria um problema. Seguimos caminhando em direção a entrada, nos mandou esperar enquanto ele comprava nossas entradas, o frio só piorava. Tumulto para entrar, haviam muitos, mas muitos, locais. Os policiais revistavam todos que entravam, era proibido entrar com água e comida – apesar disso não havia nada para comprar lá dentro exceto chá e café.

O Sol já ilumiva as montanhas

O Sol já iluminava as montanhas

Já aguardando os primeiros raios solares nosso guia explicava mais sobre o povo, sua história e crenças. Se aproximava a hora do sol aparecer de trás das montanhas, todos com as mãos ao alto para receber sua energia. Após o ritual uma inglesa começou a passar mal de frio, ela não tinha forças, ficou no chão, nós e alguns do grupo começamos a ajuda-la a se esquentar, um argentino pegou o pé dela e colocou sob a barriga dele, embaixo da blusa, para aquecer mais rápido. Depois de um tempo ela começou a melhorar.

Eu e a Cau, após nascer do sol.

Eu e a Cau, após nascer do sol.

Com todos prontos, partimos para tomar nosso café da manhã, que era em um restaurante fora do sítio arqueológico. Comemos bem, havia café, chá de coca, suco de laranja – que para nossa surpresa e alegria estava quente – pão com margarina ou geléia e ovos fritos. Ficamos mais ou menos 1h, e seguimos em direção ao museu para ver a maior escultura já encontrada em Tiwanaku, o sacerdote. Enquanto o museu não abria e aguardávamos a chegada de todo o grupo ficamos jogando baralho com o casal de ingleses, um americano e um cara de Singapura.

O Sacerdote

O Sacerdote

Depois do museu, entramos novamente no sítio arqueológico de Tiwanaku para o tour, foi incrível ver como funcionava a sociedade da época. Fizemos nossas oferendas na mesma fogueira que todos (do presidente Evo Morales até os mais humildes).

Porta do Sol

Porta do Sol

Vista do local da cerimônia

Vista do local da cerimônia

Após o tour fomos ao outro museu – o mais antigo – que possui diversos artefatos dos povos da região, além do povo Aymara também há itens dos Incas. O mais interessante é a múmia que foi encontrada no que se acredita ser o cemitério, onde os sábios, sacerdotes e governadores eram enterrados e uma vez ao ano eram dados bebidas. Infelizmente, não era permitida fotografar ela.

Cordilheira Real

Cordilheira Real

Nós participamos da cerimônia

Nós participamos da cerimônia

Saindo do museu, voltamos ao restaurante onde tomamos café da manhã dessa vez para almoçar. Eu havia pedido um frango assado e a Cau experimentou carne de llama (com sabor de de vaca). Ao fim do almoço esperamos o ônibus nos levar de volta a La Paz, mas havia ainda uma surpresa reservada. De frente a Cordilheira Real, vimos um ritual com pedidos a Pachamama, a mãe terra, e danças típicas da região.

Chegamos em La Paz e fomos ao hostel, a Cau reparou que havia esquecido o celular no ônibus, infelizmente não encontramos mais. Para finalizar comemos Burger King e fomos descansar, a final o dia seguinte seria de longos km até o Uyuni, além de novas aventuras buscando diesel a preço local.

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