Dia a dia

Subindo a montanha com muita manha

19 de June de 2013
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Como é padrão, já que não estamos trabalhando, acordamos cedo. Eu não estava muito bem, desde a subida pela estrada da morte e já acordei no trono. Não queria que aquilo estragasse o dia, e sem tomar café da manhã subimos na van que nos levaria até Chacaltaya, uma montanha com mais ou menos 5.400 de altitude. Para não dizer que não tomei café da manhã, a van parou para comprarmos algumas coisas, resolvi tomar um Powerade, me senti melhor, psicológico fraco! 

Eu e a Cau, antes de subir ao Chacaltaya

Eu e a Cau, antes de subir ao Chacaltaya

A van subiu até onde pode, nosso GPS marcava pouco mais de 4.900m, o resto teríamos que fazer a pé e definitivamente não estávamos preparados para isso, especialmente tendo apenas 1h30 para chegar ao topo. Seguimos subindo, as vezes pela estrada outras por um caminho próprio pelas rochas – evitando passar pela neve que estava fofa.

Vista do caminho já percorrido

Vista do caminho já percorrido

Quando o GPS marcava 5.200m já estávamos muito cansados e pensando em parar. Foi mais ou menos nessa hora que passou uma picape carregando trabalhadores para limpar a estrada – pois na sexta será o ano novo Aymara e o local é procurado para realizar oferendas aos protetores (as montanhas). Essa picape subiu e desceu algumas vezes e em uma a caçamba estava vazia, vimos dois brasileiros pedindo carona e fomos juntos.

Chegamos ao Cume! Com uma ajudinha, claro.

Chegamos ao Cume! Com uma ajudinha, claro.

Quando chegamos a casa de apoio que há a 5.300m o guia já estava falando que teríamos que descer. Tivemos apenas tempo para tirar algumas fotos e seguir de volta a van. Qualquer pisada no gelo era uma quase derrapada, na pior delas eu por muito pouco não fui pro chão. Eu e a Cláudia fomos os poucos a descerem sem ajuda do carro, por isso também fomos os últimos a chegarem, no caminho encontramos o guia e conversamos muito com ele e descobrimos bastante coisa sobre o povo Aymara e suas crenças, o que me interessou muito foi como os Incas e os colonos espanhóis não destruíram-a. Os primeiros apenas obrigaram o povo da região a idolatrarem seu Deus supremo, enquanto os espanhóis – talvez cansados da luta contra os Incas – foram inteligentes e adaptaram todas as crenças a religião católica. O (nome do DEUS SUPREMO) virou Deus e a Pachamama, a Virgem Maria.

Logo chegamos a van e fomos ao Valle de la Luna, região formada por argila e sedimento vulcânica que a dão um aspecto lunar ao lugar. O local já foi mar – como o lago Titicaca – e hoje a chuva e ventos modificam o visual o tempo todo.

O Bom Avô.

O Bom Avô.

Eu e a Cau

Eu e a Cau no Valle de La Luna

O passeio pelo valle não durou mais que 1h e já estávamos voltando ao centro de La Paz. Chegando lá eu comecei a me sentir mal e assim que vimos um Alexander Coffee – onde já havíamos tomado café da manhã um dia – pedimos para descer da van e fui correndo pro banheiro. Ao sair, a Cláudia já havia pedido um capuccino e o jogo do Brasil contra o México já estava rolando com 1 a 0 no placar. Resolvemos ficar por lá até o fim do jogo, vai que me sentia mal de novo. Com o wifi do lugar verificamos onde estávamos em La Paz, para nossa sorte, pouco mais de 1km do hostel.

A caminho do hostel paramos para visitar o TDI, ligar ele e tirar algumas coisas para levar ao quarto, queríamos cozinhar. Fiz um risoto de tomate seco, nada bom e após falar com nossos pais, fomos dormir.

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1 Comment

  • Reply Carlos Roberto 1 de October de 2014 at 20:10

    Sei o que passou, com o distúrbio intestinal. Vc foi corajoso em continuar. Parabéns. Adoro os relatos de vocês. Abs

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