Dia a dia

Caminho longo encurtado

29 de June de 2013
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Acordamos antes do café da manhã começar a ser servido, acreditávamos que o caminho até San Pedro de Atacama seria longo. As 9h30 já estávamos prontos para partir e tomando café. Com algumas demoras, coisas esquecidas, corre pra cá e pra lá, finalmente entramos no carro as 10h30, a Cau retirou o carro e partimos.

Estrada tranquila, de um lado o oceano pacífico e do outro montanhas e mais montanhas encobertas por nuvens. Chegamos então a uma divisa de região, entrávamos na região II (Antofagasta), San Pedro de Atacama fica exatamente nessa região. Paramos e mostramos o documento que nos foi entregue ao entrar no país, após carimbado eu assumi o volante. Logo chegamos em Tocopilla e já voltamos o carro pro leste, interior do país, o que também indicava que estávamos saindo da costa e rumo as alturas.

Após muito sobe e desce chegamos em Calama, cidade mineradora que também é a porta de entrada para San Pedro do Atacama para quem vem de avião. Pouco mais de 100km e chegaríamos ao nosso destino.

A idéia desde o começo era dormir na estrada pois acreditávamos que não daria para chegar antes de escurecer. Mas com o passar dos km percebemos que chegaríamos antes das 18h, o bom disso é que já poderíamos marcar algum passeio para o dia seguinte.

Viajando de carro lhe dá uma liberdade imensa, mas sempre procuramos não nos fecharmos muito pois podemos deixar de conhecer pessoas incríveis e sempre aprender mais. Por conta disso resolvemos fazer tudo em S.P. do Atacama com passeios.

Chegando na cidade paramos o carro e fomos procurar onde dormir, comer e alguma agência. Deixamos o Tdi no estacionamento da cidade, lotado – descobrimos depois que era dia de San Pedro – fomos parando e perguntando preços. Após andar um bocado, voltamos a um dos primeiros e a Cau negociou nossa estadia – 5.000 pesos chilenos cada um para dormirmos na mesma cama (1.500 pesos de desconto) – é o amor!!! Ficamos então no Hostal Puriko.

Estacionamos o Tdi na rua ao lado, já que o hostal era numa esquina. O bom era que nosso quarto – mais precisamente nossa cama – tinha uma janela que dava para ficar de olho no nele. Voltamos também a uma agência e fechamos quatro passeios, dois para cada dia que ficaríamos na cidade – Geyser del Tatio, Laguna Cejar, Lagunas Altiplanicas e Valle de La Luna.

Já fazia tempo que estávamos com fome e aquela hora já estávamos morrendo de fome, paramos no Adobe por conta da dica que recebemos da Maria Ignacia da Iquiqueña (descobrimos depois que é um dos restaurantes mais caros da cidade). Lá era um dos poucos pontos de venda da cerveja Atacameña, produzida pela cervejaria de Iquique. Um luxo que não podemos repetir muitas vezes, mesmo assim altamente recomendado para quem quer um lugar legal para jantar quando na cidade. Comemos uma pizza – meia pepperoni, meia vegetariana – e voltamos pro hostal, hora de dormir pois a van do passeio nos buscaria as 4am para irmos aos geiseres.

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