Dia a dia

Muito stress… Mas deu tudo certo

4 de July de 2013
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Novamente dormimos nos bancos do carro, dessa vez dormi um pouco melhor, posso até falar que consegui descansar. Logo após o café da manhã (tomado dentro do carro mesmo), fomos procurar um centro de informações turística em Paihuano, cidade próxima a Vicuña.

No centro turístico ficamos sabendo que o Pisco Los Nichos tem o processo de produção totalmente artesanal, isso nos interessou muito, até desistimos de seguir até a famosa fábrica do Pisco Mistral. Ah, outro motivo que também nos fez desistir foi o custo, Los Nichos custa 1000 PCL, enquanto a Mistral custa 6000 PCL por pessoa.

Seguimos em direção a Los Nichos e chegamos lá bem cedo, aproveitei para cozinhar o nosso almoço. Não sabíamos como seria o nosso dia, então deixar o arroz feito pode adiantar muito. Assim que a recepção abriu (umas 10:30) entramos para tentarmos o primeiro horário para o tour. Bom, más notícias, só conseguiríamos fazer o tour às 12:30, um péssimo horário para quem precisa chegar em Combarbalá, que fica a uns 200 km, às 20h (horário do nosso passeio no 0bservatório). Como não sabíamos o estado de estrada que pegaríamos, preferimos não ficar para o tour.

Precisávamos voltar para Vicuña antes de seguir viagem, abastecer e usar novamente a internet na calçada. No caminho uma placa nos chamou atenção, era da Cervejaria Guayacan. Entramos na cidadezinha, chamada Diaguitas, e fomos muito bem recebidos na cervejaria que não cobra nada para degustar. Ficamos lá uns 40 min., degustamos, conhecemos um pouco do processo e dos planos de crescimento. Por esses dias eles aumentarão a produção atual de 1200 garrafas por dia para 5000 garrafas. Antes de ir acabamos comprando alumas garrafas para tomarmos em Santiago.

Cervejaria Artesanal Guayacán

Cervejaria Artesanal Guayacán

As duas degustadas pelo A4Pés

As duas degustadas pelo A4Pés

Já em Vicuña com o carro abastecido, e prontos para partir, uma surpresa. Um chileno veio até o carro e disse “eu conheço vocês”, para nossa maior surpresa. Foi quando nos lembramos que ele era um dos chilenos do nosso grupo de Downhill na bolívia. Jamais iríamos imaginar que ele moraria naquela pequena cidadezinha!! Foi muito legal!

Hora de seguir viagem, assim que saímos da cidade pegamos a Ruta D-455, que é fácil um dos caminhos mais sinuosos que já atravessamos. Por quase todo o caminho vimos máquinas e caminhões trabalhando na melhoria da estrada, por ser de terra ela se desgasta rápido em alguns pontos.

Quando estávamos a uns 30 km da cidade de Ovalle, a luz da bateria acendeu no painel. Isso nos preocupou muito e pela primeira vez em quase 60 dias eu vi o Marcos preocupado de verdade. Bom, precisávamos chegar até a cidade para encontrar algum autoeletrico, e torcer para o carro chegar lá e não morrer no meio do caminho. Fomos contando os quilometros que faltavam, e assim que entramos na cidade paramos em um posto para conseguir alguma informação.

Chegamos a uma rua com várias oficinas, para quase tudo, algumas fechadas (ja eram quase 18h), e para nossa sorte a oficina de alternadores e baterias estava aberta. Ufa!! Agora era continuar torcendo para que fosse algum cabo desconectado e não um problema sério com o alternador.

Assim que o Adrian, o mecânico, olhou o alternador ele já viu um cabo que estava rompido, a peça que liga no alternador havia quebrado. Se fosse só esse o problema, poderíamos seguir viagem hoje mesmo, mas era preciso arrumar e testar para ter certeza e ai sim ficar tranquilos e felizes!

O Marcos foi com o Adrian comprar as peças e logo ele começou a arrumar tudo. Depois de uns 30 min e muita conversa boa o carro ligou e a bateria voltou a carregar e funcionar de novo!! Não tinha como não ficar com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto.

A essa altura já havíamos perdido o nosso horário em Combarbalá e com o ânimo renovado e baterias em 100% decidimos seguir viagem direto até Santiago. Bem que queríamos chegar logo na capital, mas andar por mais 400 km depois de um dia cansativo no volante e o stress da bateria, pensamos melhor e decidimos dirigir até um estacionamento com chuveiro e tentar tomar um bom banho!! Já estávamos a 4 dias sem banho!

Estacionamos, arrumamos a cama, jantamos aquele arroz que eu tinha feito de manhã com atum. Estava em temperatura ambiente, ou seja, gelado!! Mas a fome era tanta que estava mais que gostoso! Chegou a hora tão esperada, ligar o chuveiro e tomar banho…. Água quente!! Uhuuullll.

Com certeza dormiremos bem mais relaxados hoje, o Tdi foi arrumado e conseguimos tomar um banho de graça (quer dizer, pagamos pedágios na rodovia, então pagamos pelo banho)!! Agora e descansar e chegar em Santiago amanhã.

Boa noite.

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