Dia a dia

Passeando por vinhedos

13 de July de 2013
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Ao acordar subimos para tomar café da manhã e havia croissants e geleia para comer além de suco e uma ficha por pessoa para tomar uma bebida quente. Eu já havia vindo a Argentina antes e não me surprendeu a falta de variedade no café, inclusive avisei a Cau que aquele havia sido um dos melhores cafés que eu tomei no hostels do país.

Fomos então a cidade com o mapa que o rapaz do hostel havia rabiscado todo, com dicas do que fazer. Em direção ao centro da cidade e a Plaza Independência logo de cara uma praça familiar, Plaza Pellegrini, a Cau ficou super feliz.

Nosso mapa aqui em Mendoza

Nosso mapa aqui em Mendoza

Caminhando um pouco mais chegamos a Plaza España, com seus lindos azulejos, primeira parada rápida para fotos e seguimos. Havíamos reparado em algo – no mínimo estranho – a água das fontes eram tingidas de azul, elevando o nível patriótico um pouco, já que é difícil andar pela cidade sem reparar nas inúmeras bandeiras do país espalhadas por estabelecimentos e sacadas de casas e apartamentos.

Azulejos da Plaza España

Azulejos da Plaza España

As principais praças da cidade possuem o mesmo tamanho e são equidistantes em relação a praça central (Independência), sabendo o nome da praça não fica difícil se localizar. Após passar por três – ai incluímos também a San Martin (considerado libertador do país) – já nos cansávamos um pouco de tudo aquilo e fomos logo arranjando algo para fazer durante os próximos dias na cidade.

Após trocar dinheiro na Av. San Martin (a principal da cidade) fomos fechar os passeios e para nossa surpresa poderíamos realizar um ainda naquela tarde, Caminho dos Vinhos ($100 pesos por pessoa). Rápido passeio por duas vinícolas e uma fabricante de azeite, com direito a degustações em todas elas. Às 14h nos buscariam no hostel então no caminho paramos num “Resto bar” ao lado da Plaza Pellegrini, o 6ta avenida. Um pizza pequena e uma 7UP para forrar o estômago ($37 pesos).

Pouco depois do horário, o guia tocou a campainha, já aguardávamos na recepção. Rapidamente entramos no ônibus e descobrimos sermos os últimos, partiu estrada. A grande maioria dos vinhedos ficam em Maipú – região sul de Mendoza. Assim que pegamos a estrada o guia, Ariel, já começou a falar sobre onde iríamos e o que faríamos. Primeira parada Pasrai, uma fabricante de azeites.

Oliveira oriental no jardim da Pasrai

Oliveira oriental no jardim da Pasrai

Depois do tour – que explicava todo o processo de fabricação – começou a degustação dos azeites. Primeiramente o extra virgem e sua variante não filtrada, sendo essa última a nossa favorita. Mas infelizmente a validade da não filtrada não passa de 6 meses devido a ação dos microorganismos presentes nela. Depois passamos ao virgem – obtida na segunda extração do óleo – e em seguida para os com sabor, eles fabricam dois, com manjericão e orégano. Para finalizar, algumas sobremesas, uvas passas, uvas passas cobertas de chocolate e ameixa. Tudo muito bom.

Degustação de azeite com tomate seco e ao fundo algumas sobremesas

Degustação de azeite com tomate seco e ao fundo algumas sobremesas

De lá fomos visitar o vinhedo Florios, com produção de vinhos mais artesanal e em menor volume. Criado em 1912 eles produzem principalmente vinhos mais doces e licores. Conhecemos toda a linha de produção, desde a colheita até o engarrafamento, muito interessante. Por último, fomos ao vinhedo Vistandes, recém aberto (2006), muito maior e com utilização de materiais anti-inoxidáveis. Lá produzem vinhos com três uvas – cabernet sauvignon, camernere e claro malbec – inclusive gran reservas que chegam a ficar dois anos em barris de carvalho. Aprendemos que até a procedência da madeira usada no barril afeta o sabor, enquanto o carvalho norte americano traz sabores muito mais intensos o carvalho francês cria um vinho mais suave.

Entrada da área de degustação

Entrada da área de degustação

Degustação dos vinhos Vistandes.

Degustação dos vinhos Vistandes

Satisfeitos com o que conhecemos, fomos deixados no hostel e subimos para tomar banho e nos preparar para sair. Seguindo a sugestão do rapaz da recepção fomos até a Av. Aristides Villanueva, andando mesmo para conhecer a cidade de noite. Chegando na avenida as opções são abundantes, tanto de restaurantes quanto de pubs. Alguns ainda abriam quando chegamos e logo nos decidimos por um restaurante/bar, o La Carmela. Eu pedi um bife ao molho mostarda e purê enquanto a Cau preferiu uma salada. Uma comprovação, a carne deles é saborosa, mas sem os vangloriar muito, parabéns ao chefe. Após se satisfazer e bem, voltamos caminhando ao hostel para ajudar na digestão e ainda tomamos um sorvete.

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