Dia a dia

Passeio pelo Parque Nacional Huerquehue

30 de July de 2013
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Caímos da cama, depois de tanto tempo acordando tarde, já acostumados, levantamos às 8h e nos preparamos para um dia cheio em trilha. Às 9h tomamos o rico café da manhã do Frontera Pucón e meia hora depois já estávamos na estrada. Os parque nacionais no Chile possuem uma diferença básica dos parques brasileiros, e são excelentes, não é obrigatório e nem precisa de guia.

Chegamos na entrada do Parque Nacional Huerquehue e após pagar pela entrada (2.000 CLP por pessoa) pegamos o caminho. Para registrar o trecho, usamos nossos relógios ultra mega power plus, da Garmin, foi ótimo conseguir acompanhar o trajeto e mensurar o tempo e distância. 

A trilha é super tranquila e apesar de possuir diversas subidas, não chegou a ser nada muito difícil. A maior dificuldade sem dúvida ficou para o trecho antes da região nevada – por causa da lama – e a própria parte nevada, devido ao gelo que se formava na trilha graças a compactação da mesma. Às vezes era muito difícil se manter em pé! Muito escorregadio.

Caminho nevado

Caminho nevado

O parque é muito bonito o contraste das árvores e a neve deixa tudo muito surreal, parecendo o filme Nárnia. Foram 6 horas caminhando e quase 16 km até o lago mais distante da entrada do parque, a Laguna Verde. Nós brasileiros estamos muito acostumados com trilhas com cachoeiras, muito água e muito verde, mas você chegar no lugar e ver lagos inteiros congelados é lindo de mais, conseguimos até tirar uma foto colocando a câmera em cima do gelo.

Lago congelado

Laguna Verde congelada

Próximos a Laguna Verde ainda há mais dois lagos, Chico e Toro. O primeiro é o que possui menos gelo pois há uma cachoeira onde escoa a água dele. Mesmo assim não menos impressionante.

Lago Tico

Ponte sob o lago Tico

Dali já começamos a fazer a trilha de volta para o carro, apesar do ditado para baixo todo santo ajuda ser verdade, ninguém nunca diz que não deixa de ser menos cansativo. Primeiramente tem todo o peso do corpo na coxa, a forma não natural de descer – quando não há escadas – mantendo o corpo inclinado para trás, é uma verdadeira arte. Mas principalmente o fator psicológico, já tendo atingido o objetivo relaxamos e são nessas horas que os escorregões e quedas acontecem, e escorregamos bastante. Todo aquele gelo e lama não ia nos deixar livre de eventuais deslizes, o jeito era patinar e dá umas sambadas quando a situação apertava.

Felizmente chegamos bem, bem cansados, ao carro e felizes por ter esticado as pernas na natureza dessa maneira. Voltamos ao hostel e o dono, Léo, ficou incrédulo quando comentamos da quantidade de gelo que vimos por lá. Mortos logo fomos dormir, amanhã tem mais. Iremos no El Cañi.

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1 Comment

  • Reply Santuário El Cañi | A 4 Pés 7 de August de 2013 at 19:52

    […] cedo levantamos e tomamos café, ontem andamos quase 16km e hoje sabe-se lá quantos km a mais teríamos pela frente. Tinha que ser um […]

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