Dia a dia

Rafting no Rio Trancura – Pucón

29 de July de 2013
miniatura

Acordamos no Frontera Pucón como uma segunda-feira típica, cheia de planos. Tínhamos definido tudo que faríamos pela região durante nossa estadia, graças a Isabela. Fomos ao centro resolver algumas pendências e checar se teria rafting pelo Rio Trancura ainda pela manhã, e à tarde queríamos ver o pôr do sol da base do vulcão Villarica. Infelizmente só tinha às 14h, eu fechei – dizem que o rio no inverno é melhor que no verão (onde já tinha feito em 2011). A Cau preferiu ficar fora dessa, por dois motivos, tinha coisas para fazer e a água estaria geladíssima!!! Mesmo com essa mudança nos planos ainda tentaríamos ir ao vulcão antes do anoitecer.

Aproveitamos o tempo que restava até o rafting para fazer compras, os dois próximos dias seriam de muita trilha e fome. Montaríamos lanches e levaríamos bolachas, chocolate, suco e água. Voltamos ao hostel e foi só o tempo de uma pequena descansada e já era hora de se arrumar para o passeio. 

A Cau foi comigo até a agência e pontualmente a van partiu, primeira parada, o depósito da agência para receber o equipamento de cada um usaria. Próxima parada, o gélido Rio Trancura, chegando lá foi só o tempo de se trocar, ajudar a descer o bote e ouvir as instruções do guia, Omar. Quando ele perguntou quem se habilitaria a ficar na frente, fui logo me apresentando, queria ficar na frente para filmar tudo. Logo entramos na água e o Omar começou a explicar os cinco comandos básicos que teríamos que realizar ao longo da descida, comandos compreendidos era hora de encarar as corredeiras e água extremamente gelada.

Agora descrever uma descida de rafting pode se resumir a sobe e desce, mas a descida do Rio Trancura – considerada de nível 4 na escala de 1 a 6 – no inverno pode até chegar a ser perigoso. Há como dois olhos, como são chamados aqui os refluxos de água que podem te manter presos num enorme turbilhão de água com muita dificuldade para sair, durante o percurso. O desafio é chegar perto desse refluxo sem ser sugado para dentro. Experiência incrível! Outro detalhe extremamente interessante e o que te faz ter mais frio é o tamanho das paredes de água formada nas corredeiras, chegava a ser impossível ver do outro lado da onda e pouco tempo depois éramos banhados pela água, já disse né, congelante!

Descida do Rio Trancura

Descida do Rio Trancura

Ao todo o tempo no bote passa pouco mais de uma hora, mas o corpo já pede descanso do esforço físico. Logo chegávamos a praia onde desembarcaríamos, bote no trailer, trocados era hora de voltar à agência, apesar do frio, feliz por mais essa conquista 🙂

Retornando ao Hostel, a Cau abriu a porta para mim, passáva poucos minutos das 17h e ainda daria tempo para pegar o pôr do sol, mas olhando o tempo preferimos nem tentar pois parecia que o sol iria se pôr atrás de nuvens então resolvemos tomar banho e checar o custo do seguro internacional para entrar na Argentina. Infelizmente para nós, quando olhamos o vulcão antes de sair, o tempo tinha melhorado um pouco e o pôr do sol nos pareceu lindo. Mas agora sim já era tarde.

Chegamos a um posto de gasolina que havíamos visto uma placa de venda do seguro internacional e perguntamos o preço. 10 dias sai por 15.000 CLP e 30 por 20.000 CLP, mais ou menos R$60 e R$80, mais ou menos metade do valor do que se contratássemos tal seguro no Brasil. O que descobrimos também, falando com o dono do hostel que estamos, é que dá para conseguir mais barato ainda na Argentina, então nossa idéia é pegar o de 10 dias mesmo (apesar de possuir seguros de 3 e 5 dias também) e contratar a extensão do seguro, por lá.

Voltamos ao hostel e finalizamos a noite com uma bela macarronada e uma longa conversa sobre diversos temas – da situação no Brasil à roupas boas de montanha e frio – e nem percebemos o tempo voar. Amanhã é dia de trekking pelo Parque Nacional Huerquehue.

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply