Dia a dia

Ice Trekking no Glaciar Martial

24 de November de 2013
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Acordamos como de sempre na bat-caverna, cedo, e quando chegamos na agência ficamos esperando os primeiros funcionários – que tem a chave – para entrar. Era dia de mais um passeio em Ushuaia e estávamos ansiosos por esse, já éramos para ter ido a mais de uma mês mas com a cirurgia que o Osvaldo – dono da Ushuaia Extremo – passou, acabamos adiando.

Nem precisamos esperar muito, a manhã passou voando e na correria fizemos alguns lanches para levar e às 13h30 chegamos ao refúgio de montanha na base da subida e do teleférico. Próximo às 14h já subíamos – além de nós estava o Osvaldo, a Mercedez (trabalha na UE) e o guia – pela pista de esqui (aberta só no inverno). O dia não estava lindo, tinha amanhecido espetacular, mas já começava a mostrar sua outra metade – feia. 

O guia, Sebastian nos foi contando diversos fatos sobre os três glaciares que víamos a nossa frente, juntos fazem parte do círculo glaciar que é conhecido como Martial – devido ao chefe da primeira expedição científica à região, Luis Fernando Martial. Iríamos subir pelo caminho tradicional e ao chegar no pé do Cerro Godoy seguiríamos pelo oeste até chegar a asa direita do Glaciar Murciélago (ou morcego). Realmente parece que Ushuaia possui um bat sinal próprio!!!

Seguíamos subindo e depois de mais ou menos 1h nos desgarramos da trilha bem demarcada e começamos a subir pela neve. O mais incrível era ver em distintos pontos água correndo montanha abaixo. No último deles o guia nos avisou que seria o último ponto para tomar água e encher as garrafas. O Osvaldo, foi provar a água e quando saiu ele afundo quase até o joelho, revelando o rio que corria abaixo de mais de 30 cm de neve. Já se pode imaginar que a água – além de deliciosamente gelada – era puríssima!

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Caminho de neve

O Sebastian havia informado que logo a frente o vento começaria e ser um problema pois ficaríamos praticamente em frente a um túnel de vento formado pelo afunilamento no vale. Nesse hora poderíamos dizer batata ou dito e feito por que foi na mosca, poucos metros depois começou uma ventania e junto uma chuvinha chata!

Mais uma parada para se o guia se certificar que estamos bem e ele avisa, em 40 minutos paramos para comer algo e calçar os crampones. o/ Mais um pouco de ziguezague pela neve e pedras, bastante soltas e escorregadias pela chuva, chegamos ao ponto de merecido descanso onde poderíamos comer algo antes de pisar no glaciar. Neste momento o tempo abriu, foi possível ver o Canal Beagle e parte da cidade de Ushuaia.

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Vista enquanto subíamos.

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Parada para um chá quentinho!

Enquanto o guia ensinava a todos a por os crampones, eu tirava a seguinte sequência de fotos mostrando o avanços veloz das nuvens.

Mas mesmo assim retomamos a caminhada para dentro do glaciar e logo me sentia na prisão do filme do George Lucas, THX 1138. Deem uma olhada como ficou o tempo.

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Nas nuvens

Após mais ou menos meia hora caminhando naquele nada, onde não tinha como perceber a diferença entre céu e terra, gelo e nuvens, o Sebastian achou melhor – e mais seguro – voltar. A montanha dá seus sinais, seus avisos.

Então retornamos, agora por outro lado, para seguir usando os crampones e conseguir descer mais rápido. O caminho de volta foi super tranquilo, seguimos sem problema e o tempo continuou bem fechado. Para nossa felicidade pois teríamos ficado revoltados se o tempo abrisse.

Ao retornar ao refúgio de montanha após 3h52 minutos e tirar a foto abaixo começou a cair um granizo pesado. Como eu disse, a montanha dá seus avisos é só saber escutar.

Nosso Grupo

Nosso Grupo

Abaixo segue algumas informações técnicas da nossa trilha.

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