Dia a dia

Mina da Passagem

15 de August de 2014
Mina da Passagem

Fomos conhecer a Mina da Passagem, a maior mina de ouro do mundo que está aberta para visitação e a primeira mina a ser industrializada. O processo de retirada do ouro é totalmente diferente do que já havíamos escutados. Ficamos hospedados em um distrito de Mariana, aqui em Passagem de Mariana, e olha que o lugar que nos acolheu – o Pouso da Passagem – é um charme e as donas são gente finíssimas e nos deram várias dicas para os próximos dias pela Estrada Real.

Fomos caminhando até a recepção da Mina, é bem perto de onde ficamos hospedados. A entrada na Mina da Passagem custa R$ 35,00 para adultos e R$ 28,00 para crianças, o passeio dura em média 40 min. O bom é que não tem hora marcada, é só chegar e esperar o carrinho subir para você descer, e o horário de visita é às segundas e terças das 9h às 17h e de quarta à domingo das 9h às 17h30.

Tudo é muito interessante, ainda mais para nós que fomos conhecer uma mina “normal”, a Mina Jeje, lá em Ouro Preto. Aqui é tudo maior, amplo, pelo menos por onde o passeio passa não tem nada de sufocante, as galerias são enormes. A descida pelos 315m é feita em um carrinho e com ele chegamos a 120m e profundidade. Entrar ali é como voltar no sec XVIII só que con energia elétrica, é esse é só um detalhe, já que lá embaixo é tudo iluminado.

Assim que desembarcamos tivemos um pouco da noção do tamanho, conhecemos apenas um pedacinho dos 11km2 que formam a Mina da Passagem, e com ela estão interligadas mais 6 minas – atualmente fechadas para o turismo – que ajudam na circulação do ar. As obras por aqui começaram em 1819 e já em 1827 os portugueses “perderam” o domínio para os ingleses, que desceram com máquina e dinamites para ajudar na extração do ouro. Até onde se sabe essa mina foi dada aos ingleses para cobrir dividas.

Como já disse, aqui as extrações eram feitas com dinamites, depois os pedaços de pedras eram triturados e só então se iniciava o processo de extração do ouro, a essa profundidade só era encontrado ouro em pó, as pepitas – pedrinhas de ouro – só eram encontradas mais próximo da superfície. Imagina-se que daqui saiu algo como 35 toneladas de ouro. Imagina o trabalho que era realizado, dá para voltar no tempo. Durante as perfurações e explosões foi encontrado um lençol freático, a água começou a invadir algumas galerias da mina, e para conter um pouco água foram instaladas bombas que drenavam a água 24h por dia e durante 7 dias da semana.

Para ter noção só em 1985 a extração passou a ser economicamente inviável, quando era extraído em torno de 2 a 4 gramas de ouro a cada tonelada de pedras. É claro que ainda há muito ouro naquelas pedras e com a modernização das máquinas essa extração seria possível nos dias de hoje.

Para os mais aventureiros e credenciados ainda é possível mergulhar dentro dos túneis desta incrível Mina. Se interessou?! Então melhor entrar em contato com eles ou com alguma empresa que realiza o mergulho por lá, a Scuba Point, que por coincidência é a mesma onde nós fizemos o nosso curso básico de mergulho. Para quem tem coragem, deve ser um passeio e tanto, ainda mais por pensar que esses lugares submersos estão bem mais intactos que os de cima, onde muita gente já passou.

No final do passeio a nossa guia nos mostrou como era encontrado o ouro em pó, depois de ser triturado (é a última foto da galeria acima). Um trabalho e tanto. O triste é pensar que nada desse ouro ficava para o nosso Brasil, mais uma parte triste da nossa história.

EmpresAmigaPara viver a experiência citada acima contamos com o apoio de uma Empresa Amiga, clique aqui para conhecer todas as empresas que de alguma forma nos ajudaram (alimentação, turismo e/ou hospedagem).

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