Dia a dia

Cachoeira da Fumaça | Chapada Diamantina

14 de October de 2014
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Certamente hoje foi a nossa melhor noite, o posto em que dormimos era muito tranquilo e a estrada também, acho que só acordei uma vez durante a noite e Marcos dormiu direto! Ótimo para recarregar as energias, mas era umas 5:50am e eu já estava acordada, pronta para correr uma maratona (ok, nem tanto assim!). Vimos só hoje de manhã se a limpeza que fizemos ontem no escuro ficou boa, e posso garantir que sim, o Tdi está limpinho! Estamos ficando craques em tirar o pó do carro, mas hoje decidimos não abrir as janela, aproveitar o ar condicionado e tentar evitar um pouco da poeira em nosso quarto.

Saímos do posto era 8h em ponto. Fomos em direção ao Vale do Capão é de lá que parte a trilha para a Cachoeira da Fumaça. Estacionamos o carro e fomos em direção a ACV-VC (Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão), grupo responsável pela entrada e saída de turistas. Não optamos por guia, aqui não é obrigatório para trilha de 1 dia, é apenas aconselhável ir com um se você não conhece as trilhas. Como o Marcos já havia ido e disse que era bem tranquilo fomos sem. Mas consultamos os preços e para grupos de até 4 pessoas o custo é de R$100,00. A partir desse número é cobrado o valor de R$ 25,00 a mais e por pessoa. Além do custo de guia a Associação pede uma ajuda de custo para todos os visitantes.

Mapa Chapada – Vale do Capão

Mapa Chapada – Vale do Capão (Fonte: Guia Chapada Diamantina)

Placa na entrada da Associação de condutores

Placa na entrada da Associação de condutores

A trilha para nós durou pouco menos de 2h, a parte inicial é bem chatinha, uma subida pesada com o sol esta castigando lá em cima, sem nenhuma nuvem no céu. Subimos com calma e deixando alguns grupos (mais falantes e menos apreciadores da natureza) passarem por nós. Depois dessa subida vem a melhor parte, planice. Sim, o restante é só caminhada tranquila até o topo do mirante da cachoeira.

Chegamos no mirante, havia algumas pessoas por lá, e nós estávamos novamente maravilhados com a beleza dessa região e desse lugar. A Cachoeira da Fumaça irei conhecer em outra oportunidade, não dá para falar que estava seca, mas também não dá para dizer que tinha água. As poucas gotas que caiam pareciam dançar conforme o vento batia. Uma cena linda, diferente e que não saiu até agora da minha mente.

Poucas gotas de água caem, mas não é possível ver.

Poucas gotas de água caem, mas não é possível ver.

Fizemos fotos, comemos, ficamos parados apenas olhando e agradecendo o fato de estar ali. Que lugar incrível!

Cau, posando no mirante da Cachoeira da Fumaça

Cau, posando no mirante da Cachoeira da Fumaça

Marcos voando no mirante da Cachoeira da Fumaça

Marcos voando no mirante da Cachoeira da Fumaça

A descida foi tranquila, o sol estava mais forte que na ida, chegamos lá em baixo em 1h30. No início da trilha há algumas casas que servem refeições e lanche, nós comemos um açaí para ajudar a refrescar e recarregar as energias e um pastel de jaca. Nunca havia comido e é uma delícia, é feito com a jaca bem verdinha, diz a mulher que a jaca nessa fase não tem nem caroço. O gosto me lembrou um pastel de carne. Estava muito bem temperado e delicioso!

Pastel de Jaca Verde

Pastel de jaca verde

Era 16h quando chegamos no lugar que iríamos dormir, novamente pegamos uma dica no site iOverlander, e fica próximo a um dos acessos para trilha Águas Claras, Pai Inácio, Morrão e Lençóis, tem um rio próximo, onde tomamos um belo banho e há um bom lugar para armar a barraca. Desta vez optamos em não dormir no carro, pelo calor e pelo desnível do chão (não dá para dormir com o carro inclinado, já tentamos).

O sol se foi e deu espaço ao brilho das estrelas, estava uma noite linda e com muito vento, que ajudou a refrescar. Provavelmente acordaremos cedo, assim que o sol aquecer a barraca será hora de levantar acampamento e seguir para a cidade de Palmeiras.

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