Dia a dia

Um dia no Parque Nacional Serra das Confusões

19 de October de 2014
Serra das Confusões

Nós pouco conhecíamos sobre o Parque Nacional Serra das Confusões e a internet também, encontramos muito pouca informação sobre a região. O que sabíamos foi graças ao que a mãe de uma amiga nossa havia nos dito quando passamos aquele tempo em São Thomé das Letras ajudando nossos amigos a construírem sua casa de adobe. Nós dizíamos que iríamos para Serra da Capivara em São Raimundo Nonato e a Antônia (mãe da Milena) nos dizia para conhecer a Serra das Confusões também, pois é lindo de mais e ela tinha família em Caracol, cidade mais perto da serra, e que iria conversar com eles para nos receber.

Após chegar na cidade no sábado a noite e cansados, o domingo nos serviu para dormir, bastante. Mas no final da tarde o genro da dona da casa (que é prima da Antônia), o Naldo, nos levou até a ICMBio para conversar com o responsável pelo parque e ele nos ajudaria a conseguir um guia. Já lá um guia (Aguinaldo) ouviu nossa conversa e nos disse que no dia seguinte ele iria levar uma turista para o parque, era só aparecer as 8am lá mesmo na ICMBio. Nunca foi tão fácil de achar um guia e ainda por cima iríamos dividir os custos.

Acordamos às 7h, tomamos café e partimos em direção a ICMBio, mas antes passamos em um mercado da cidade para sacar dinheiro, como era segunda estava lotado e já estávamos apertados com o horário, então deixamos para voltar mais tarde. Chegamos conforme marcado e o instituto estava abrindo, nosso guia chegou logo em seguida e nos avisou que a outra turista iria demorar um pouco para chegar. Logo pedimos ao Aguinaldo, nosso guia, para nos levar até onde teria um Bradesco, ele me levou ao mesmo local, agora já mais vazio e foi possível sacar dinheiro.

Conhecemos a Adelaide, a outra turista, logo após chegar e um pouco antes das 9h estávamos a caminho do parque. O Parque fica a pouco mais de 20km de Caracol e é toda em estrada de terra, somente o trecho de descida da serra, já dentro do parque, que é asfaltado, para facilitar a subida de veículos.

mirante-serra-confusoes

A imensa Serra das Confusões

A imensa Serra das Confusões

Paramos em um primeiro mirante para tirar algumas fotos e em seguida já descemos novamente do carro para fazer a trilha do Riacho do Bói, consiste em descer até o leito do riacho e caminhar por dentro de uma fenda por 1,5km. O visual é incrível, lá fora fazia muito sol, mas dentro da fenda – que chegava a 40 metros – era extremamente fresco e às vezes passava um vento delicioso. Ao final da trilha chegamos ao que foi chamado de jardim por um reporter do Globo Reporter, uma pequena mata que claramente não faz parte da fauna da região acima da fenda.

Fenda da Trilha do Riacho do Boi

Fenda da Trilha do Riacho do Boi

Retornamos ao início da trilha e decidimos por conhecer o olha d’água, que independente da seca, se mantém ainda que na base do pinga-pinga. A trilha é basicamente plano, exceto o início onde tem uma descida. Inicialmente deveríamos seguir o leito do riacho, porém foi criado uma nova trilha e foi a primeira vez que nosso guia iria trilhar este novo caminho. Foram um pouco mais de 1 hora até atingir o olho d’água, apesar de ser uma água bastante cristalina, não é nada de mais. O cansaço já não ajudava muito, estava bastante sol e esse último trecho foi mais desgastante por estar mais exposto ao sol.

Trilha a caminho do Olho D'Agua

Trilha a caminho do Olho D’Agua

Fizemos o caminho de volta e subimos até o carro, parada para mais algumas fotos e seguimos rumo a cidade.

O Parque Nacional Serra das Confusões possui apenas 15 anos (foi inaugurada em 1999) e somente agora eles estão se organizando, sem muito auxílio do Governo Federal – inclusive a ICMBio não possui um funcionário concursado no local, como é norma em outros parques. Mas aos poucos eles estão conseguindo, no momento estão finalizando a criação da Associação de Guias do parque, terminando o Centro de Visitantes – com auxílio de ajuda de fora. Diferente do Parque Nacional Serra da Capivara, ainda não foram realizado estudos com as pinturas rupestres e nem escavações para entender melhor como viviam os antigos residentes da região. Conversando com o Aguinaldo, ele nos disse que eles tomam como base a Serra da Capivara, que demorou em torno de 20 anos para ter uma estrutura toda montada para receber os turistas, então eles estão a caminho disso.

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4 Comments

  • Reply Fernanda 24 de April de 2016 at 11:01

    Olá, logo em breve irei visitar uma cidade próxima a Serra das Confusões e pretendo passar por lá. Como você mesmo disse, não achei muitas informações sobre o parque na internet e queria se possível que você esclarecesse mais informações sobre os custos com o guia, número máximo de pessoas, há mais trilhas? vale realmente a pena?

    Espero retorno!

    • Reply Marcos Borges 24 de April de 2016 at 13:05

      Peço desculpa Fernanda por não ter essas informações. Pelo nosso conhecimento com os Parque da região (também conhecemos o PN Serra da Capivara – http://www.a4pes.com.br/2014/6417-parque-nacional-serra-da-capivara). O custo não deve ser muito maior que R$50 por pessoa (se não me falha a memória).

      Melhor falar com um guia. Talvez um bom início seja falar com nossa guia na Serra da Capivara, a Eliete. Ela deve lhe ajudar. Os dados de contato dela estão no post que coloquei o link acima.

      Vale a pena, ainda mais por possuir dois parques tão próximos.

      Esperamos ter ajudado.

  • Reply Tulio Leite 30 de May de 2016 at 20:32

    Nobre amigo, você informar algo sobre campings, hostels ou pousadas próximas à Serra?!

    • Reply Marcos Borges 9 de June de 2016 at 15:44

      Desculpa Tulio, não ficamos em nenhuma. Mas uma ferramenta que usamos muito é o iOverlander (http://ioverlander.com/) e tem lugares lá perto

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