Estatísticas

PARTE 1

Vamos chamar de Parte 1 a primeira parte da viagem, que durou 18 meses (de maio de 2013  a novembro de 2014). Viajamos com o nosso carro, o Tdi, uma LandRover Defender que adaptamos.

* Temos dormido (com direito a alimentação também) em lugares em troca do nosso trabalho;

* Casa de parentes ou amigos.


A Argentina foi o país que mais tempo ficamos até o momento na viagem, foi possível trabalhar (em troca de hospedagem em alguns casos) em Bariloche e Ushuaia. O diesel possui uma relação inversa ao dólar neste país, onde o primeiro é mais barato (no sul – patagonia – região extratora) o segundo é menos favorável ao turista, já ao norte (principalmente mais próximo a Buenos Aires) o dólar chega a ser 50% mais alto, mas o diesel também é mais caro (em proporção menor). Mas os quase 6 meses que viajamos pelo país foi o suficiente para perceber muitas mudanças, o dólar oficial está cada vez mais perto do chamado ‘blue’. Quando entramos no país o oficial girava em torno de $5 pesos, saímos com ele quase em $8 pesos argentinos, enquanto o não oficial, que ouvimos girar em torno de $13 e $15 e nós chegamos a trocar a $12, estava começando uma queda que já passava dos $11 pesos argentinos. O fato é que as condições no país variam muito, se valor trazer real, dólar, cartão de crédito ou afins, sempre depende. Enfim, rodamos durante 169 dias pelo país dos hermanos e gastamos US$5.000,00, algo como US$30 por dia.
grafico_argentina


No país que mais nos sentimos mais seguros até o momento, foi possível economizar bastante e dormir dentro do carro em algum posto de gasolina ou estacionamento criado para isso. O país possui uma boa estrutura viária na maior parte de sua extensão ou está melhorando (principalmente a Carretera Austral). O preço do diesel é comparável ao do Brasil e há pouca volatilidade entre as regiões do país, assim como o dólar, flutua pouco e preços parecidos em diversos lugares. Ficamos ao total 62 dias no único país a caber em um lápis (como diz uma publicidade do turismo) e gastamos um total de $2.475.000,00. Calma, calma, apesar do valor milionário, não acertamos em nenhum concurso da mega sena, este valor esta em pesos chilenos e equivale a mais ou menos US$5.000,00, ou ainda em torno de US$80 por dia. O maior gasto foi em comércio, devido a algumas compras que fizemos na zona franca de Iquique no início do trajeto pelo país.
grafico_chile


Abaixo apresentamos a divisão dos nossos custos em nossa passagem pela Bolívia, durou 25 dias e passamos por Santa Cruz, AFASI (onde realizamos trabalho voluntário), Cochabamba, La Paz e Uyuni. Nossa saída do país foi um pouco conturbada já há fronteira do sul do país (que fazia fronteira com Chile – Paso Hito Cajon) estar fechado devido a neve. Acabamos dirigindo por 12h cruzando o Salar de Uyuni e ficando horas (quase o trajeto todo) sem cruzar outro veículo. O custo total da nossa passagem pelo país foi U$993,25.
grafico_bolívia


Nossa saída do Brasil contou com a passagem na casa de familiares da Cláudia e ainda alguns dias em Brotas e Bonito. Ao todo foram 24 dias e U$1.502,81 gastos na primeira parte que passamos aqui. Depois de rodar por Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai entramos novamente em nosso país e por aqui ficamos por 169 dias e gastamosR$25.000,00.  Nesses quase 170 dias nós estamos descontando os 96 dias que ficamos parados em Osasco, sem viajar, por conta do nascimento do nosso sobrinho. Sendo assim, podemos calcular um total de 193 dias rodando pelo Brasil a um custo médio de US$64 por dia por nós dois.

grafico_brasil


Nossa passagem no Uruguai foi realmente curta, apenas 10 dias. Felizmente foi o único país que tivemos que correr nessa primeira parte da viagem, com o Tdi, e esperamos que seja o único. No país foram gastos apenas US$ 400,00.

grafico_uruguai

10 Comments

  • Reply Caminho para Cochabamba | A 4 Pés 15 de June de 2013 at 14:55

    […] Estatísticas […]

  • Reply Luiz 15 de June de 2013 at 16:42

    Legal os números, ainda mais eu que sou contador…rs, achei legal também a parte de lombadas, como vcs conseguem contar lombadas??? kkk

  • Reply Marcos 15 de June de 2013 at 23:11

    Luiz, temos um caderninho onde anotamos tudo quando estamos na estrada e de tempos em tempos (evitamos deixar acumular) passamos para uma planilha, só para não esquecer. E as lombadas são lombadas mesmo, aqui na Bolívia as placas sinalizam para lombadas, mas muitos são apenas aquelas tartarugas chatas, essas não estamos contando

  • Reply luis andrade 23 de June de 2013 at 13:21

    como são resolvidas as necessidades fisiologicas e os banhos durante a viagem? sempre tenho dúvidas em viagens similares onde a viatura não tem vaso nem chuveiro…

    • Reply Marcos 24 de June de 2013 at 12:16

      Olá Luis! Usamos normalmente banheiros públicos, albergues e em último caso a natureza mesmo. Não tem muito como fugir disso. Claro, há mini banheiros químicos mas as vezes o estorvo não vale tanto a pena.

  • Reply Fellipe Cicconi 19 de July de 2013 at 12:20

    Estatísticas firmeza

  • Reply Fernando Barbado Lacava 19 de July de 2013 at 17:59

    Caramba, os dias sem banhos seguidos são os mesmo das fronteiras cruzadas…rsrs… TODA LUZ DO MUNDO NESTA JORNADA. BEIJOS…

    • Reply Marcos 19 de July de 2013 at 20:47

      Pois é Fernando, mas em breve esse número deve aumentar e muito! 🙂

  • Reply Frontera Pucón Hostel 9 de August de 2013 at 13:32

    adorei o “dias sem banho”, hehe

  • Reply Parte 1 chega ao fim! Por que? - A 4 Pés 15 de December de 2014 at 09:02

    […] Estatísticas […]

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